Notícia 051

ACSO organizou maiores competições de robótica da história da América Latina no biêno 2013-2014

Quando foi indicado pelo Comitê Brasileiro RoboCup para ser o organizador geral das Competições Brasileiras de Robótica (CBR) no biênio 2013-2014, o Prof. Marco Simões - pesquisador do ACSO/Uneb - ganhou de presente a tarefa de estender o evento em 2014 para organizar conjuntamente com a CBR a competição Latinoamericana de Robótica (LARC).


O ginásio de esportes recebeu as categorias destinadas a estudantes de graduação, pós-graduação e pesquisadores.

A organização geral do evento é apoiada por professores, pesqisadores e estudantes de pós-graduação de diversas instituições do país que atuam como co-organizadores e coordenadores de categorias e desafios específicos. Esta equipe é indicada pelo organizador geral, o Prof. Marco Simões, e conclui com grande sucesso seu trabalho no biênio 2013-2014.


Prof. Marco Simões (2o da esq. para a dir.) representa a Uneb na cerimônia de premiação.

A sede das competições e os organizadores locais do evento são selecionados pela Comissão Especial de Robótica (CER) da Sociedade Brasileira de Computação (SBC), co-promotora do evento.

Para que servem competições de robótica ?

Quem não conhece de perto uma competição de robótica pode possivelmente classificar este tipo de evento como entretenimento. É um monte de gente interessado em tecnologia e robôs que se reúne para se divertir. Apesar das pessoas, de fato, se divertirem esta não é nem de longe a principal razão da existência deste tipo de evento.


Público se diverte com o resultados das pesquisas com robôs de serviços.

Estas competições reúnem desde estudantes do ensino fundamental até professores e pesquisadores doutores em diversas especialidades em busca de produzir e difundir conhecimento e inovação em robótica e inteligência artificial. A grande diversidade de desafios apresentados atende tanto aos objetivos educacionais quanto aos científicos. Por se tratarem de desafios padronizados, os diversos estudantes e pesquisadores podem apresentar propostas distintas de solução e compará-las na prática com as propostas de outros grupos do país e do mundo.


O salão de eventos recebeu as categorias destinadas a estudantes de ensino fundamental e médio.

Um outro fator interessante das competições é que o ambiente é mais próximo do mundo real e diferente dos laboratórios de pesquisa que têm ambiente mais controlado. Assim muitos projetos que tem excelentes resultados num ambiente menos ruidoso dos laboratórios, apresenta resultados diversos quando precisa ser exposto aos ruídos do ambiente de competição. Isto é essencial para que o conhecimento produzido na academia possa ser transformado um dia em produtos e serviços que atendam à sociedade.

Atualmente o principal desafio é o futebol de robôs. Este desafio é muito sério pois ele reúne as mesmas características dos principais problemas reais distribuídos e de tempo real que demandam ação de agentes robóticos inteligentes. Isto significa que se os participantes das competições RoboCup conseguirem atingir a meta de construir um time de 11 robôs humanóides (robôs com anatomia semelhante a um ser humano) capazes de derrotar a seleção de humanos campeã do mundo até meados deste século, muitos outros problemas reais demandados pela sociedade e pelas indústrias estarão solucionados. Assim o futebol de robôs, é mais que um jogo, é um desafio sério para prover soluções para a sociedade. Por exemplo, os resultados de pesquisas validadas através de desafios de futebol de robôs podem ser usados para apoiar o controle de exoesqueletos que apoiarão pessoas com necessidades especiais de locomoção auxiliando-as a voltar a andar e até correr. A correlação é entre o futebol de robôs e este problema dentre muitos outros é bastante forte. Isto exemplifica o quão sério é o trabalho científico validado através deste desafio.


Fuebol de robôs: desafio para pesquisadores que estão criando os robôs que conviverão com os humanos nas próximas décadas.

Além do futebol, outros desafios estão presentes nas competições: robôs para apoio ao resgate de vítimas de desastres, robôs de apoio ao trabalho industrial e logística, desafios para kits educacionais de robótica, corrida de robôs humanóides, robôs para transporte de carga em plataformas flutuantes de petróleo, robôs para limpeza de ambientes externos (ex: praia), robôs para apoio ao agronegócio (ex: colheita de café)e por fim, mas não menos importante, os tão sonhados robôs de serviços domésticos. Estes últimos são aqueles robôs que um dia irão realizar as tarefas domésticas e ainda fazer companhias às pessoas que precisam de atenção especial constante como crianças e idosos.

Como pode ser visto, estes eventos reúnem tudo que há de mais atual e promissor para os próximos anos no desenvolvimento da robótica. Quanto mais jovens o Brasil conseguir atrair para as competições maior será a qualificação das nossas futuras gerações nesta área estratégica para qualquer país do mundo.

Fortaleza 2013

No primeiro ano da gestão do Prof. Marco Simões à frente da CBR, evento foi realizado em Fortaleza sob a organização local da Universidade de Fortaleza (Unifor) na pessoa do Prof. Fernando Sobreira. O evento bateu todos os recordes de participação até aquele momento com 102 equipes e mais de 500 participantes.

Estes números deixam o evento Brasileiro no patamar de outros eventos de robótica de grande destaque. Esta quantidade de participantes só é superada pelo evento mundial RoboCup e por eventos nacionais de países como Alemanha, Japão e Irã.

São Carlos 2014

Neste ano o evento realizado em São Carlos-SP sob a organização local da USP através da Prof. Roseli Romero e seu estudante de doutorado Eduardo Fraccaroli.


Uneb é destaque na organização geral da LARC/CBR 2014.

O evento ganhou um sotaque mais latino com a co-organização LARC/CBR e a vinda de equipes do Peru, Chile, Venezuela, México e Uruguai. Além de equipes de todo o Brasil totalizando 144 equipes e mais de 700 participantes, novo recorde para o evento.

A LARC chegou na sua 13a edição enquanto a CBR realizou sua 12a ocorrência. Os números e sucesso destas duas edições evidenciam a maturidade do evento construída ao longo de todos estes anos para tornar-se um dos principais eventos científicos do país e com aplicações práticas e de grande apelo para o público em geral que prestigia o evento nas diversas cidades por onde o mesmo passa.

Apoio do ACSO

Além da organização geral do evento pelo Prof. Marco Simões, o ACSO teve presença marcante através do prof. Josemar Souza - coordenador da categoria RoboCup@Home nos dois anos do evento. Esta participação foi de suma importância pois esta categoria de robôs de serviços domésticos nunca havia sido disputada no Brasil. Em 2012, foi realizada uma demonstração com duas equipes - o BahiaRT e uma equipe da UFMG - e em 2013 foi realizada pela primeira vez na América Latina uma competição oficial desta modalidade.

Além dos profs., os estudantes de Mestrado da UFBA e egressos do cursos de Sistemas de Informação da Uneb e do ACSO, Adailton Cerqueira Junior e Fagner Pimentel atuaram respectivamente como coordenador da categoria Futebol de Robôs Simulação 3D e vice-coordenador da categoria RoboCup@Home.

Assim a contribuição do ACSO para a comunidade científica de robótica no Brasil já é uma das mais valiosas entre tantas outras instituições qualificadas que suportam o evento.

2015, Uai!

Para o próximo ano a CER-SBC já aprovou a realização da CBR em Uberlândia-MG sob a responsabilidade do prof. Rogério Gonçalves da UFU. O prof. Rogério participou da equipe do Prof. Marco Simões neste dois anos coordenando a categoria IEEE Open com grande eficiência. A experiência adquirida nestes anos será valiosa na organização de mais uma edição que promete ser ainda maior e melhor que todas já realizadas até aqui, parte do processo de crescimento e melhoria contínua do evento.

Nas próximas semanas, o comitê RoboCup Brasil irá indicar o novo organizador geral que substituirá o Prof. Marco Simões para continuar a parceria com a UFU na organização da CBR 2015.

CER-SBC

A comissão especial de robótica (CER) é formada por todos os sócios da SBC que têm interesse de pesquisa na área. Sua organização é formada por um presidente e um conselho gestor composto por 6 membros eleitos pelos sócios.

O prof. Josemar Souza do ACSO já é membro deste conselho gestor desde o ano de 2011. Em São Carlos-SP três membros foram substituídos e na eleição realizada com sete candidatos, o prof. Marco Simões foi um dos eleitos para fazer companhia ao colega de ACSO no conselho gestor. O ACSO dispõe agora de duas cadeiras no conselho da CER e terá participação decisiva nas decisões tomadas no próximo biênio relativas à educação e pesquisa científica em robótica no Brasil.

O cenário aqui descrito deixa evidente o reconhecimento da comunidade científica nacional às contribuições já prestadas pelo ACSO nestes oito anos de sua existência. O trabalho continua e novas conquistas virão !